quarta-feira, 18 de setembro de 2013

I'm alive!

Olá a todas, eu sei que tenho andado completamente desaparecida do mapa, entre o final da gravidez, o nascimento da pequena e o habituar-me a esta nova rotina, quando paro só quero vegetar ...
Antes de mais, voltando um pouco atrás, as ultimas semanas de gravidez foram mais duras, entre as dores normais na bacia, e as dores de barriga, a anemia, e o caminhar 4km todos os dias a ver se evitava uma indução de parto, quando não estava a fazer refeições ou a tentar arrumar alguma coisa, estava deitada no sofá, aliás, o sofá foi a minha cama nas ultimas semanas uma vez que era o único sitio onde conseguia ter posição para dormir, ou pseudo-dormir já que ia ao wc tipo 5x por noite ;-).

Quando engravidarem, se for esse o vosso desejo, toda a gente vos vai dizer que adorou estar grávida, é maravilhoso e tudo mais ... Desenganem-se ... Não são rosas, é mais fácil para algumas mulheres que para outras, mas no geral não é fácil. Primeiro trimestre são os enjoos e o cansaço extremo, segundo trimestre a coisa melhora, mas enquanto a barriga não fica proeminente vocês são gordas e não grávidas :P, depois vem o stress dos milhentos exames que fazemos para assegurar, e muito bem, que está tudo sob rodas ... E claro o terceiro trimestre em que nos sentimos pesadas e cansadas, e a vontade constante de urinar, e as dores ... Mulher sofre, mas a verdade é que apesar disso tudo temos uma coragem enorme e suportamos todas as adversidades.

Depois há, claro, as coisas boas, as festinhas na barriga, o sentir a bebecas a mexer (se bem que aqui temos o reverso da medalha, porque quando não mexe toca a correr para a urgência) ... O que vale é que a longo prazo a memória apenas vai reter estes bons momentos ;-), senão lá se ia a taxa de natalidade.
O parto, bem, por uma semana vivi no hospital, comecemos pela primeira fase de indução, quinta-feira fui internada, explicaram-me que esta primeira fase poderia ir até 3 dias mas que geralmente no segundo ficava resolvido, e eu muito segura de mim ainda disse ao médico que mentalmente estava preparada para o cenário dos 3 dias ... Não estava, foi claramente conversa arrogante de quem nunca acreditou que fosse chegar aos 3 dias.
Primeiro dia, parte da tarde, estava cheia de contracções, UAUUUU isto afinal vai ser rapidinho, pois não foi, as contracções estavam certinhas e constantes e no final da tarde começaram a abrandar ... Ora bolas NÃoooooooooooooo!

Segundo dia, mais medicação de indução, nem vale apena explicar o que é feito porque não quero ser a responsável pela diminuição da taxa de natalidade no país ... Pronto, segundo dia, dores de rins, sim, eram contracções ... Das piores, e que me levaram por momentos às lagrimas ... Mas claro, apesar do sofrimento nada, sem dilatação ... Nice! Entretanto, nestes dois dias despachei 3 grávidas da cama do lado, entravam para indução e passado 2 horitas siga para o bloco de partos, na brincadeira pedi às enfermeiras para me mudarem para a cama do lado que era mais rápida.

Terceiro dia, soro porque podia ter de ir para cesariana, já não pude comer mais, e como diabética toca a controlar o açúcar no sangue hora a hora (até ao parto ocorrer) ... Depois vem mais uma pica para a insulina ... O que vale é que a mim agulhas e cateter não me fazem aflição ;-). Fui vista pela equipa médica que finalmente me deu boas notícias, já tinha havido evolução (finalmente) e depois questionaram-me se queria cesariana ou parto vaginal, para o bem ou para o mal optei pela via não cirúrgica, era o que eu queria, o meu marido ia poder estar comigo e pronto lá fui eu encaminhada para o bloco de partos ... A partir daqui o único momento de grande sofrimento foi quando a enfermeira parteira teve de, manualmente, provocar ruptura do saco amniotico, doeu bastante, mas depois siga para epidural e a coisa torna-se mais suportável no sentido em que a dor não incomoda mais. Não vou entrar em detalhes, estive 12h no bloco, se bem que em trabalho de parto mesmo devo ter estado umas 6 horas ... Não doeu, viva a epidural :-). Só vos posso dizer, que é uma violência tremenda, felizmente sem dores, eu não sei como consegui, mas consegui, é como digo, no fundinho temos uma coragem tremenda e somos capazes de suportar TUDINHO. Posso dizer-vos que até este momento tive um acompanhamento excelente quer pela equipa médica, à qual estou eternamente grata pela simpatia e competência, e pela equipa de enfermagem pelo carinho, preocupação e acompanhamento contínuo ... Sem isto e sem o apoio do meu marido tinha sido difícil.
O pós-parto ... Foi de domingo a quarta, com um enorme apoio da equipa de enfermeiras da obstetrícia, mas foi longo, a pirralha teve de ficar uma noite extra a fazer fototerapia devido à icterícia, foi um golpe duro para mim porque já estava farta de estar no hospital, depois no dia seguinte deram-nos alta, mas a mim foi por uma unha negra, a anemia estava pior (o que é normal) tive de tomar ferro endovenoso antes de sair ... Pelas 16h estávamos a sair rumo a casa, eu nem quera acreditar ... Finalmente casa ...

Agora, dia-a-dia é aprender a ser mãe, habituar-me a esta rotina, que tem tomado muito do meu tempo, e dar muito carinho à minha princesa. A Pepper habituou-se rapidamente, é muito protectora e meiguinha com a bebé :-).
Espero que ninguém tenha ficado desmotivada a ter filhos, não é fácil, mas conseguimos se não o fizéssemos a espécie não evoluía e extinguia-se :-), e hoje em dia temos muitos meios que tornam a coisa mais fácil, o tempo das nossas mães não havia cá esse modernice chamada epidural, era mesmo au Naturel.

Beijinhos,

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